Cirurgião do Aparelho Digestivo
Cirurgia de Fígado, Vias Biliares e Pâncreas

CIRURGIA HEPATOBILIOPANCREÁTICA
Tratamento cirúrgico de fígado, vias biliares, vesícula biliar e pâncreas.
A Cirurgia Hepatobiliopancreática é uma área da Cirurgia do Aparelho Digestivo, que trata patologias benignas e malignas do fígado, vias biliares e pâncreas. Para a realização desta cirurgia é necessário um alto grau de especialização e habilidade do médico especialista.
CIRURGIAS DE VIAS BILIARES
A função das vias biliares é mover a bile (fluído) do fígado e da vesícula biliar para o intestino delgado, ajudando a digerir a gordura dos alimentos e a eliminar substâncias nocivas.
Coledocolitíase
Se trata da ocorrência de cálculos (pedras) nas vias biliares principais. Esses podem ser primários (que se formam na via biliar) ou secundários, quando se originam na Vesícula Biliar e migram para o ducto biliar comum. Das implicações desses cálculos, os pacientes podem sofrer de: icterícia (cor amarela da pele e escleras), colangite (infecção que ocorre nas vias biliares), pancreatite (quando um cálculo passa pelo ducto pancreático e papila duodenal, gerando inflamação no pâncreas). Na grande maioria das vezes é necessária a remoção desses cálculos, que pode ser feita tanto pela via aberta, laparoscópica ou por endoscopia (por Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica - CPRE). O tipo de tratamento é definido caso a caso.
Estenose Benigna das Vias Biliares
A estenose benigna das vias biliares, ocorre quando o ducto biliar fica menor ou mais estreito. O ducto biliar é o canal que leva a bile do fígado para o intestino delgado. As estenoses ou estreitamentos das vias biliares podem ser decorrentes de infecções repetidas dos canais biliares, traumatismos e, também, consequência da realização de procedimentos endoscópicos ou cirúrgicos sobre essa região. Eventualmente, após a retirada da vesícula biliar, pode ocorrer a intercorrência acima citada, necessitando da correção por procedimento cirúrgico adicional. Na grande maioria dos casos é necessário o tratamento cirúrgico ou endoscópico dessas estenoses, tendo em vista o risco da ocorrência de doença hepática crônica e até cirrose advindo dessa complicação.
Caso de correção de Estenose Benigna das Vias Biliares
Cistos de Via Biliar
Cistos biliares são dilatações císticas que envolvem a via biliar em um único ou múltiplos segmentos, seja intrahepático ou extrahepático. Podem ocasionar complicações significativas, como estenoses ductais, formação de cálculos, colangite, cirrose biliar secundária e colangiocarcinoma. A dor abdominal é um dos sintomas mais comuns. O tratamento cirúrgico varia de acordo com o quadro clínico do paciente e, geralmente, é feita uma ressecção do cisto com reconstrução da via biliar.
Colangiocarcinoma Hilar
O colangiocarcinoma hilar, também chamado de tumor de Klatskin, é um tipo de câncer que se desenvolve nas células epiteliais que revestem as vias biliares, especificamente na região hilar, onde os ductos hepáticos direito e esquerdo se unem para formar o ducto hepático comum. Entre os fatores que podem aumentar o risco de desenvolver essas lesões estão doenças inflamatórias crônicas do fígado e das vias biliares, como a colangite esclerosante primária, cirrose, infecção pelos vírus da hepatite B ou C; são citados ainda a obesidade, cigarro e álcool como possíveis fatores de risco.
Os principais sintomas são aqueles relacionados a obstrução da via biliar como a icterícia (amarelão da pele e escleras), colúria (coloração mais escura da urina), acolia (fezes esbranquiçadas) e o prurido (coceira). Outros sintomas relatados são a dor abdominal e a perda de peso não intencional.
O diagnóstico é feito através de exames de imagem contrastados como a Tomografia Computadorizada de Abdômen e a Ressonância Magnética. Eventualmente pode-se lançar mão da CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) para avaliação da extensão da neoplasia.
O tratamento com intenção curativa é eminentemente cirúrgico, com necessidade de ressecção da via biliar e na maioria das vezes de alguma parte do fígado adjacente. A avaliação é feita caso a caso e, quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maiores são as chances de cura dessa neoplasia.